Marcos 16.1-6; 1 Co 15.14-23 - O TRIUNFO DE JESUS

Introdução

           Esse texto nos revela a ressurreição de Jesus. A ressurreição de Jesus é uma declaração do SENHOR que o sacrifício de Cristo foi aceito por Ele. O salário do pecado é a morte e na ressurreição a morte é condenada. Ele ressuscitou para nossa justificação.
           Há alguns fatos importantes para nós cristãos sobre a ressurreição que não podem deixar de ser mencionados:

1. O texto do evangelho revela provas históricas da ressureição de Jesus; ele aparece após ressuscitado a Maria Madalena (v. 9-11), aparece a dois de seus discípulos (v.12-13) e aprece ao grupo dos onze (v. 14-18). E por fim ele ascendeu ao céu a vista de uma numerosa multidão (v. 19-20).

2. Se não houvesse a ressurreição o cristianismo seria sem sentido, conforme 1 Co 15. A pregação não teria sentido, a fé seria algo inútil, os cristãos seriam mentirosos (v.15), não teríamos de fato o perdão dos nossos pecados (v.17), todos que morreram em Cristo estariam perdidos (v.18), e poderíamos ser reputados por infelizes e dignos de pena (v.19).
           Se Jesus não houvesse ressuscitado o sistema de ética do cristianismo não seria suficiente para atrair as pessoas, porque Jesus teria sido um fracasso, e seus seguidores seriam tolos. Porque Cristo ressuscitou estamos aqui hoje. Este maravilhoso tema era o princípio de pregação na igreja primitiva: At 2:24, 32; 4:2 ; 13:30, 33-34, 37; 17:18, 31 ; 24:15 ; Rm 1:4; 6:4; 8:11; I Co 15; Ef 1:20; I Ts 4:14... Por isso vale muito a pena refletirmos sobre este maravilhoso assunto.
           Nosso texto nos mostra as mais corajosas discípulas de Jesus visitando o local de seu sepultamento, reflitamos, pois, nesses versículos.




I – O AMOR RADICAL DAS TRÊS MULHERES (VS.1-3).

           As mulheres mencionadas aqui são Maria, a esposa de Cleopas e mãe de Tiago, Salomé e Maria Madalena, que recebeu esse nome por ser da cidade de Magdala, de quem diz o texto no v. 9 Jesus expulsara sete demônios. O pensamento popular atribuiu a esta Maria a ideia de que ela houvera sido prostituta, no entanto, não há texto bíblico que fundamente essa ideia.
           O texto nos diz que ainda muito cedo, naquela manhã de domingo, aquelas mulheres se dirigiram ao túmulo onde fora colocado o corpo e Jesus. Os discípulos não foram ao túmulo, mas elas tiveram essa atitude. Notemos que estavam vivendo a maior das dificuldades, havia motivo para se enclausurarem em tristeza, principalmente porque não estavam atentando para as palavras de Jesus a respeito de sua ressurreição. A ida delas ao túmulo demonstra o aspecto da falta de fé e compreensão da ressurreição profetizada e demonstra também sua coragem e determinação de cumprir algo que consideravam importante, prestar sua última homenagem a Jesus, embalsamar o seu corpo. Enfatizemos então esse segundo aspecto de sua atitude. Ressaltemos que estavam determinadas a uma missão difícil, visitar o túmulo de alguém que foi executado como malfeitor, alguém que a sua nação havia desprezado, era preciso coragem para fazer aquilo. Mas elas estavam ali juntas, não para criticarem e ficarem contaminando de modo negativo umas às outras com palavras de desânimo. Embora sabendo que fora posta uma grande pedra no túmulo, elas tiveram essa atitude radical de ir até o local do sepultamento.
           Elas estavam demonstrando o seu amor por Jesus. Elas amavam muito a Jesus, pois entendiam o muito que ele havia lhes perdoado. E o amor é sempre demonstrado pelas ações. Seus corações estavam transbordantes de gratidão pelo o que receberam do seu Senhor; pela esperança, pela luz, pelo consolo, pela paz.
           E quanto a nós hoje? Temos demonstrado de forma radical nosso amor ao Senhor? Se isto não acontece é porque há uma debilidade na fé, há um baixo senso de obrigação para com Cristo, há um fraco senso de pecado que sempre produz um baixo senso de valor da salvação. A Palavra nos diz que a pessoa que sabe o quanto lhe foi perdoado é que muito ama: “Aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama” (Lc 7.47).
           Outra aplicação que podemos fazer desses versículos para nós é a respeito das dificuldades que enfrentamos em nossa vida com Cristo. Aquelas mulheres estavam dialogando sobre sua dificuldade: quem removeria a pedra. Não há problema em fazermos questionamentos sobre as dificuldades que porventura estejamos enfrentando, o problema é quando permitimos que as dificuldades nos prendam, nos deixam extremamente limitados quantos às possibilidades do que Deus pode fazer. O problema está com as questões que são levantadas e que não são entregues ao Senhor, quando elas são apenas ruminadas de modo murmurador, o que contamina a nossa fé.
           Quem irá tirar as pedras de nossas vidas? Aquele domingo de Pascoa traz a resposta. O Senhor Jesus está vivo e muito presente em todos os momentos e situações de nossa vida


II – A VITÓRIA RADICAL DE JESUS (VS.4-6; 1 Co 15.14-23).

           Que maravilhosa surpresa tiveram aquelas mulheres ao entrarem no túmulo e encontrarem-no vazio. Havia apenas dois anjos (Lc 24.4), Marcos focaliza no anjo que transmite o recado, por isso fala apenas de um. E a mensagem que ele lhes transmite é a Boa Nova de Cristo. Jesus de Nazaré (aquele que foi desprezado) venceu o mais implacável de todos os inimigos – a morte.
           A ressurreição de Cristo é tão central para o cristianismo que, como argumenta o apóstolo Paulo contra aqueles que já em sua época não acreditavam na ressurreição, se Cristo não houvera ressuscitado seria vã a nossa pregação e vã a nossa fé. A ressurreição valida a nossa fé. Podemos crer no anúncio do evangelho porque Jesus ressuscitou. Podemos nos dedicar à Palavra e crer nela por Ele ressuscitou. E porque ele ressuscitou temos o dever de anunciá-lo, de prega-lo. Mas talvez você argumente, pregar é para os pastores e missionários. Talvez tente arranjar desculpas como Jeremias “eu não passo de uma criança” (Jr 1:7), ou como Moisés “não sou eloquente” (Ex 4:10). O Senhor repreendeu a ambos e nesta noite te repreende se você não anuncia de nenhuma forma o evangelho.
           Porque Cristo ressuscitou a nossa fé não é vã. Não é a fé ilusória, temporal, mal direcionada que muitos exercem hoje. Não é a fé pela busca das coisas desta vida de forma egoísta como muito é apregoado em nossos dias. É a fé sim que nos leva remover montanhas, mas é a fé que nos faz ser transformados de glória em glória como pelo Espirito Santo. É a fé de relacionamento com Deus e da certeza que nos transmite Hb 11.6: Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador (recompensador) dos que O buscam.”
           Cristo venceu a própria morte, nele há todo poder: Ele pode salvar, curar, libertar, abrir portas e fechá-las, Ele está no controle de tudo. Se de fato cremos, naturalmente iremos buscar sua face e o Seu poder, viveremos firmados não em nós mesmos, mas em seu poder.
           A vitória radical de Jesus na ressurreição se estende na garantia do perdão de nossos pecados (1 Co 15.17). A oferta foi aceita pelo Pai, o perdão foi garantido a nós, miseráveis pecadores. Se Jesus não houvesse ressuscitado ficaria comprovado que ele era apenas um ser humano, virtuoso, mas sem condição de pagar a nossa dívida para com o Pai. Mas ele ressuscitou para que tenhamos uma nova vida. Por isso que Romanos 6.4 é bastante enfático: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida”. Eis a forma como devemos viver.
           Diante dessa realidade é até assustador o tipo pervertido de cristianismo moderna que não visa transformar a vida das pessoas. “Igrejas” que aceitam tudo como normal, que se conformam com o pecado. Ora, isso não é evangelho, isso é lixo, é palha, é mentira, não é vivência da Palavra de Deus. O verdadeiro evangelho nos leva ao comprometimento. Cristo ressuscitou para que eu tenha vida com ele.
           Além disto, a ressurreição de nosso Senhor é a garantia da esperança que um dia também ressuscitaremos em corpo glorificado. Nossa esperança não é só para esta vida (1 Co 15.18-23).  “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” Devemos viver neste mundo usufruindo das dádivas do Senhor que Ele nos concede em Sua graça, no entanto, nada deste mundo deve aprisionar o nosso coração, nossa alegria e propósito último de nossas vidas não devem depender delas, por mais excelentes que venham a ser, tudo o que há neste mundo passa, mas o Senhor permanece para sempre.
Ressuscitaremos para ter um corpo semelhante ao de Cristo, neste corpo haverá toda ausência de sofrimento, de dor, de cansaço, será um corpo glorioso. O v. 20 de 1 Co 15 diz que Jesus é a “primícias”, ou seja, ele é o primeiro, inaugurou uma nova etapa da vida que aguardamos ansiosamente.
           ONDE ESTÁ A SUA ESPERANÇA? JESUS É A ESPERANÇA DO CRENTE! Que sua esperança esteja nele!

Conclusão
           Que a ressurreição de Jesus traga para cada um de vocês o sentimento de paz, alegria, ânimo e esperança.

           Que as lutas que enfrentamos, as pedras que porventura possam aparecer em nosso caminho, jamais venham a ofuscar o brilho da ressurreição de Cristo. Que isso seja uma realidade na sua vida! E Que seja extensivo para cada família e para a igreja como um todo!

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