Marcos 14.53-65 O julgamento de Jesus

53 E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e reuniram-se todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas.
54 Pedro seguira-o de longe até ao interior do pátio do sumo sacerdote e estava assentado entre os serventuários, aquentando-se ao fogo.
55 E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte e não achavam.
56 Pois muitos testemunhavam falsamente contra Jesus, mas os depoimentos não eram coerentes.
57 E, levantando-se alguns, testificavam falsamente, dizendo:
58 Nós o ouvimos declarar: Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas.
59 Nem assim o testemunho deles era coerente.
60 Levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti?
61 Ele, porém, guardou silêncio e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito?
62 Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu.
63 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas?
64 Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte.
65 Puseram-se alguns a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a dar-lhe murros e a dizer-lhe: Profetiza! E os guardas o tomaram a bofetadas.


Introdução

           Alguns julgamentos marcaram a história da humanidade. Alguns inspiraram e ainda inspiram as pessoas a estudarem direito. Outros julgamentos, por outro lado, criaram ódio nas pessoas para com o sistema jurídico!

           Alguns julgamentos que marcaram o mundo:
*Sócrates em 399 a.C.
*Martinho Lutero em 1521, quando ele proferiu a tão famosa frase: “Não posso nem quero retratar-me de coisa alguma, pois ir contra a consciência não é justo nem seguro. Deus me ajude. Amém”!
*Galileo Galilei e a Inquisição por causa do heliocentrismo no início do século XVII.
*Saddam Hussein e o seu enforcamento em 2006.

           Outros marcaram a nossa história: Tiradentes, o impeachmente de Fernando Collor, o julgamento do soldado ‘Rambo’, o massacre do Eldorado dos Carajás em 96 e tantos outros.

           Mas nenhum julgamento foi tão fascinante e tão importante para a história da humanidade como o de Jesus.
           Nenhum julgamento foi tão injusto como o de Jesus. Os depoimentos vieram por falsas testemunhas, houve uma total falta de provas, sendo assim foi condenado injustamente.
           Que essa cena do julgamento de Jesus te leve a um ódio ainda maior para com os seus pecados, uma revolta ainda maior para com as injustiças e um coração mais grato pelo que Jesus passou no seu lugar!
           Jesus foi condenado injustamente para que nós pudéssemos ser justificados e libertos!


Elucidação

           O Getsêmani chegou ao fim. O Jardim das Aflições se tornou o Jardim da Conquista. Jesus vigiou, orou, venceu a tentação e agora tem o cálice da ira de Deus em Suas mãos.
           A partir de agora as aflições e os sofrimentos (paixão) de Jesus começam a se intensificar até culminar com a crucificação.
           Nós começaremos a caminhar com o nosso Salvador pelos tribunais perversos dos judeus e dos gentios até que Ele seja crucificado.

Jesus passou, basicamente, por dois julgamentos:
1°) Jesus foi julgado pelos judeus.
2°) Jesus foi julgado pelos romanos.

Por que foram necessário dois julgamentos?
           Os judeus haviam decidido que queriam a morte de Jesus (Mc 14:1Jo 11:53: “Desde aquele dia, resolveram mata-lo”). Sob a autoridade do Império Romano os judeus não tinham o poder para matar ninguém (Jo 18:31). Mas João nos diz que eles haviam tentado apedrejar Jesus duas vezes (8:59;10:31) [o apedrejamento era muitas vezes considerado como um linchamento ultra vires (ver R.T. France, TNIGTC on Mark pg 602)].
            A morte que Deus havia planejado era uma morte de cruz, pois a cruz cumpria Deuteronômio 21:23: “...porquanto o que for pendurado num madeiro é maldito de Deus”. Jesus precisava levar toda a maldição de Deus em Seu corpo na cruz e para ser crucificado era necessário que Ele fosse julgado pelos romanos.
           No perfeito plano de Deus tanto os judeus como os romanos rejeitaram de forma injusta o Salvador.

Os julgamentos de Jesus podem ser divididos assim:

JULGAMENTO RELIGIOSO
PERANTE ANÁS
Jo 18:12-14, 19-24
PERANTE CAIFÁS
Mt 26:57-68; Mc 14:53-65; Lc 22:54, 63-65
PERANTE O SINÉDRIO
Mt 27:1; Mc 15:1; Lc 22:66-71



JULGAMENTO CIVIL (PERANTE AUTORIDADES ROMANAS)
PERANTE PILATOS
Mt 27:2, 11-14; Mc 15:1-5; Lc 23:1-5; Jo 18:28-38
PERANTE HERODES ANTIPAS
Lc 23:6-12
PERANTE PILATOS
Mt 27:15-26; Mc 15:6-15; Lc 23:13-25; Jo 18:39-19:16

           Em resumo, Jesus foi preso pelos judeus e levado perante Anás (a liderança sacerdotal mais respeitada), depois é levado perante Caifás (sumo-sacerdote em exercício), quando ele é oficialmente condenado no julgamento religioso, então é lavado a Pilatos que o envia a Herodes por motivos políticos, este o envia de volta a Pilatos e finalmente a condenação na jurisdição romana.



I - O PRIMEIRO JULGAMENTO (JOÃO 18:12-13, 19-24).

           Esses versículos mostram Jesus diante de Anás. Este sumo-sacerdote havia sido deposto pelas autoridades romanas, mas como o cargo de sacerdote era vitalício os judeus continuavam a prestar a ele a honra referida ao cargo. Anás era sogro de Caifás, o sumo-sacerdote em exercício. Ao que parece eles moravam próximos ou na mesma residência e aqueles que prenderam Jesus quiseram prestar sua homenagem a Anás levando Jesus primeiramente a ele.
           É interessante aqui observarmos o conteúdo do interrogatório e a resposta de Jesus. Diz o texto que o sumo sacerdote interrogou a Jesus sobre sua doutrina e sobre seus discípulos. A resposta de Jesus além de ser protetora a respeito dos seus discípulos, pois não fala deles, também clareia o ridículo daquela situação. Jesus deixa claro que nunca fez nada em oculto, que sua doutrina nunca foi proclamada às escondidas, era na sinagoga e no templo onde poderia ser encontrado sem dificuldade.
           Desde já começa a violência física contra Jesus, um dos guardas o esbofeteia (v.22). E ainda lhe pergunta: “É assim que falas ao sumo sacerdote”? Isso tudo faz parte de seu sofrimento vicário. Jesus, o criador da Terra e céus, o senhor dos senhores, o rei dos reis, em quem toda a divindade se encontra revelada sendo então humilhado no meio de pecadores.
           Mas no v. 23 a expressão de Jesus é de desafio. Ele desafia os seus algozes a provarem que ele errou em sua forma de falar.
           A seguir Jesus é enviado a Caifás.


II – O SEGUNDO JULGAMENTO (MC 14:53-65).

           Agora sim se dá oficialmente o que poderíamos chamar do julgamento religioso. Arrastram Jesus como um troféu, imaginando que estavam levando um inimigo público derrotado. No entanto, estavam levando o Rei ao lugar da coroação, estavam levando o sacrifício a Deus para o lugar onde deveria estar. Podemos até aqui lembrar de Lv 17.5 que diz que os sacrifícios deveriam ser levados ao sacerdote para ser oferecido ao Senhor. E o “TODOS” do versículo 53 representa a liderança espiritual do povo de Israel, aqueles que mais conheciam as Escrituras, mas que recusam o Messias profetizado, e sem saber em sua maldade contribuem para o plano redentor do Senhor. Mas percebemos quão longe eles estavam do verdadeiro conhecimento da Palavra do Senhor e portanto, quão longe estavam do Senhor.
           Estavam ali no palácio de Caifás, um local de deveria ser de justiça e de verdade, mas que foi palco do julgamento mais injusto da história. Era na verdade um local de iniquidade. Um covil de predadores.
           Nos versículos 56 a 59 percebemos o esforço daqueles homens perversos para encontrar algo de concreto com o que poderiam condenar Jesus. Mas os depoimentos eram incoerentes. Pagaram a falsas testemunhas para acusa-lo de ter falado contra o Templo, mesmo assim a argumentação era frágil. Vejo a santidade de Cristo estampada nesses versos: pessoas malignas fazendo o máximo para lembrar de algo de errado que porventura ele possa ter praticado, no entanto que frustração a deles, pois estava diante daquele que é SANTO. Então Jesus foi alvo de suas calúnias. Todo esse sofrimento por você e por mim.
           Irmãos, fica a nós a reflexão de que nosso Senhor sofreu falsas acusações, nós somos seus servos, e como tais não podemos esperar que o mundo nos trate melhor do que tratou a ele. Jesus mesmo nos adverte: “Ai de vós quando todos vos louvarem” (Lc 6.26); e: “Bem aventurado sois, quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo contra vós” (Mt 5.11). Desse modo, os verdadeiros discípulos de Cristo terão razão de alegria se forem caluniados estando em fidelidade ao evangelho. Faz parte da cruz que nos compete carregar. Certamente que a mentira, as calúnias são armas preferidas de Satanás, mas o inimigo é envergonhado quando nossa vida é tal que não encontram algo do que nos acusar em verdade.
           Se você em algum momento for falsamente acusado de algo, siga o exemplo de Jesus.


III – A REAÇÃO SILENCIOSA DA JESUS (V.60-61).

           Percebemos nestes versículos o incômodo de Caifás. Ele sabia que aquele julgamento era uma piada: testemunhas falsas, não havia provas concretas, e o silêncio de Jesus o deixava com certeza muito incomodado. Mas evidentemente que a acusação era muito séria. Jesus estava sendo acusado de proferir palavras contra o lugar mais sagrado da religião judaica, o Templo. Mas o texto nos diz que Jesus até então permaneceu em silêncio. E podemos imaginar a cena: aquele não foi um silêncio de medo, nem de consentimento. Não foi um silêncio de alguém incapaz de argumentar. Mas um silêncio de julgamento, um silêncio profético!
           Em seu silêncio estava demonstrada a certeza do controle soberano de Deus em todos aqueles eventos. Muitas vezes dizemos crer na soberania do Senhor, mas nos comportamos de forma inconsistente com nossa profissão de fé.
           A sabedoria de Jesus também estava manifesta aqui. O silêncio d’Ele não é demonstração de ignorância, mas de sabedoria. É como nos diz Provérbios 23.9: “Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras”.
           Aquele silêncio pode ser visto como julgamento do Senhor, pois no Antigo Testamento em alguns textos o silêncio de Deus era uma notoriedade do seu desagrado e julgamento (Mq 3.4; Sl 83.1; Is 64.12).
           Finalmente, era necessário Jesus não protestar, se manter calado para o cumprimento das Escrituras: Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is 53.7).
           Jesus em silêncio é o seu ato de submissão à vontade do Pai. E desse modo ele nos dá o exemplo!
I Pe 2:20-23: “Pois que vantagem há em suportar açoites recebidos por terem cometido o mal? Mas se vocês suportam o sofrimento por terem feito o bem, isso é louvável diante de Deus. 21 Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. 22 "Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca". 23 Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça”.

           Assim sendo, não esteja tão pronto a revidar, a se defender. Não perca o sono, não somatize doenças em seu corpo por causa de falsa acusações, siga o exemplo de Jesus, se entregue àquele que julga retamente.

           Quando Jesus fala, responde a pergunta que ele escolhe responder. “És o Cristo, o Filho do Deus bendito?” (v. 61).


IV – A MAGNÍFICA RESPOSTA DE JESUS (V. 62).

“Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso vindo com as nuvens do céu".

            A resposta de Jesus é tão surpreendente a eles, tão enfática e tão séria que só podem optar por poucas opções: ou Jesus é um mentiroso, ou tem sérios problemas mentais ou é divino.
           Diante dessas palavras de Jesus não dá simplesmente para pensar nele como alguns querem, como um grande mestre de ética da humanidade ou um grande líder religioso.
           A resposta de Jesus se divide em duas partes:


1° - A CONFIRMAÇÃO E O FIM DO SEGREDO!

           Jesus respondeu: "EU SOU"  (Gk. ὁ δὲ Ἰησοῦς εἶπεν ἐγώ εἰμι). Não há uma certeza aqui ao nome de Deus conforme encontrado em Êxodo 3.14 ou se meramente é uma resposta simples a pergunta se era o Cristo. De qualquer modo há aqui a revelação do segredo a tanto guardado, ele declara finalmente diante da liderança de Israel que é o Cristo.

 “Com esse verso nós chegamos ao ápice cristológico do evangelho.” (R.T.France, NIGTC in Mark, Eerdmans, pg 610)

           É a revelação do chamado “segredo messiânico”. Jesus houvera proibido aos demônios de falarem esse segredo (1.25, 34; 3.12). Aqueles que ele curou também foram proibidos de falar (1:43-45; 5:43; 7:36; 8:26). Até Pedro após a sua confissão Jesus o adverte para não falar a ninguém (7:24;9:30-31). Ele explica aos discípulos que por isso usava parábolas (4:10-13). Agora havia chegado o tempo de o segredo ser revelado.
           Havia uma razão prática pela qual Jesus não permitiu que esse conhecimento viesse antes do tempo oportuno; ele precisa estar sempre se locomovendo para cumprir o seu ministério, se houver a falado claramente isso antes ele não poderia cumprir seu ministério e seria por assim dizer morto antes do tempo ideal.
           Depois dessas palavras de Jesus eles jamais poderiam dizer que não creram por falta de revelação do Senhor.



2° (parte da resposta) – A DECLARAÇÃO DE SUA VINDA TRIUNFAL
"E VEREIS O FILHO DO HOMEM ASSENTADO À DIREITA DO TODO-PODEROSO VINDO COM AS NUVENS DO CÉU"

           Mais uma vez aqui, no fim de seu ministério, diante daqueles adversários mortais, ele fala a respeito da sua segunda vinda. Não mais em humilhação, não como servo sofredor, mas como senhor e juiz, em poder e grande glória. Que essa verdade sempre esteja fortemente acessa em nos devoção pessoal. Vivamos todos os dias com a maravilhosa lembrança de que o nosso salvador retornará a este mundo. Que o Jesus em quem cremos possa ser lembrado por nós em todos os aspectos de seu ministério redentor: o Cristo que morreu e ressuscitou dos mortos, que vive e intercede por nós, mas também o Cristo que voltará gloriosamente para reunir e recompensar o seu povo bem como punir terrivelmente os seus inimigos.
           E diante de tudo isso, vejamos a reação dos líderes de Israel.


V – A REAÇÃO DOS LÍDERES DE ISRAEL (VS. 63-65).

Vejamos que há um progresso na reação dos líderes de Israel:
1 – O RASGAR DAS ROUPAS (v.63):
A primeira reação começa com o sumo sacerdote. Ele usa um gesto dramático para mostrar quão abominável é aquela declaração.
De acordo com as leis do Mishná, os juízes deveriam rasgar as vestes diante de blasfêmia.

O rasgar as vestes é uma ação dramática que simboliza tristeza (Gn 37:29 e 34; Js 7:6), indignação e reprovação (II Re 18:37; At 14:14).

Assim como o sumo sacerdote rasga as suas vestes reprovando e rejeitando Jesus, o véu do templo será rasgado como um sinal da rejeição de Deus para com aquele lugar!
Assim como eles rasgaram as vestes demonstrando total dissociação com Jesus, Deus rasgou o véu do templo, mostrando Sua dissociação da religião deles. (Gustavo Barros)

2. Condenação verbal, v. 64.
           Jesus foi condenado por blasfêmia, pois declarou ser divino. No Antigo Testamento a punição para blasfêmia é a morte através de apedrejamento (Lv 24.13-16
13 “Então o Senhor disse a Moisés: 14 Leve o que blasfemou para fora do acampamento. Todos aqueles que o ouviram colocarão as mãos sobre a cabeça dele, e a comunidade toda o apedrejará. 15 Diga aos israelitas: Se alguém amaldiçoar seu Deus, será responsável pelo seu pecado; 16 quem blasfemar o nome do Senhor terá que ser executado. A comunidade toda o apedrejará. Seja estrangeiro, seja natural da terra, se blasfemar o Nome, terá que ser morto”.

           No entanto, os romanos haviam tirado a autoridade dos judeus de exercer a pena capital. Casos como o apedrejamento de Estevão era considerado como linchamentos ultra vires [sem autorização]). “Em uma corte romana, a blasfêmia, como era entendida pelos judeus, não era considerada digna de pena de morte, mas a declaração pública de Jesus que Ele é o Cristo providenciou fundamento para uma acusação que pode soar como traição política.” (R.T.France, NIGTC in Mark, Eerdmans, pg 616)

3. Violência física, v. 65.
           O que se segue é de grande crueldade. Eles cospem em Jesus, como demonstração de seu desprezo. Dt 25.9 mostra que esse ato era realizado na corte judaica para trazer vergonha ao acusado. Prosseguem zombando dele vedando-lhe os olhos. A agressão física se intensifica com socos. Zombavam de sua afirmação de ser o Messias mandando-lhe profetizar. E os guardas o levam daquele lugar sob pancadas, em uma situação humilhante, tratado como se fosse um assassino. E tudo isso Jesus suporta bravamente: “Ofereci as costas aos que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o rosto aos que me afrontavam e me cuspiam” (Is 50.6). Este meu irmão, minha irmã, foi o preço que Jesus pagou por ti.




CONCLUSÃO

           O julgamento mais importante da história também foi o mais injusto de todos.
           E Jesus manteve-se em silêncio para que seu sangue viesse a nos falar (Hb 12.23-24).
           Não somos mais passiveis à condenação eterna, a ira divina não mais virá sobre nós, porque Cristo foi julgado e condenado, e pagou o preço em nosso lugar: “32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.
34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.
           Jesus foi condenado para que possamos ser absolvidos. Somos livres porque sobre ele pairou toda a culpa dos nossos pecados!



Nenhum comentário:

Postar um comentário