Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito.
E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo.Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.
Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.
Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele.
No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.
Nós amamos porque ele nos amou primeiro.
Se alguém afirmar: "Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão. (1 Jo 4.13-21)
Introdução
Este texto nos fala do tema mais básico da vida cristã e ao mesmo tempo o mais necessário, sem o qual ninguém está autorizado a dizer que é discípulo de Cristo. Sabemos que somos falhos no amor, porém podemos ter a confiança de que ele é uma realidade em nossos relacionamentos, do contrário não seríamos de Deus, seríamos meros religiosos tentando se achegar a Deus. Mas a realidade de quem está em Cristo é que pode ter a confiança de que vive em amor para com os demais membros do Corpo de Cristo.
I – DEUS PERMANECE EM NÓS, V. 13-16.
Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.
Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. (1 Jo 4.13-16)
A
argumentação do apóstolo n versículo 13 parece ser cíclica, ou seja, porque Ele
nos deu do seu Espírito podemos ter a certeza que permanecemos nele, e porque
ele está em nós é que sabemos que ele nos deu do seu Espírito.
Deus
concedeu do seu Espírito à igreja (1 Jo 3.24), habita e opera em nós gerando o
seu fruto, o amor como sendo o primeiro e o mais excelente dos dons espirituais
que nos concede (1 Co 13).
No
v. 14 o apóstolo anuncia que a evidência interna da habitação do Espírito é
corroborada pela evidência externa do fato de o Pai ter enviado o Filho para
morrer por nós. Quem tem o amor de Deus testemunha de Cristo. Testemunhar de Cristo é uma expressão de
amor a quem vive em pecado.
A
importância da confissão pública de Cristo como salvador é ressalta no v. 15. Essa
confissão oral inicia-nos na fé cristã, prossegue sendo demonstrada no
cotidiano.
Deus
permanece em nós quando amamos, v. 16. Aqui
inicialmente é mencionado o amor como indicativo da presença divina em nossas
vidas.
O atributo
que melhor caracteriza o ser divino no que tange ao relacionamento com suas
criaturas é o amor como é mostrado na expressão “Deus é amor”. Então
permanecer no amor é permanecer em Deus. No entanto, se faz necessário ressaltar
que aqui o apóstolo não está fazendo referência
a todo tipo de amor, não está falando de amor a coisas, a todas as pessoas,
o amor aqui mencionado é aquele dentro da comunidade cristã, é amor no contexto
da igreja. Desse modo só pode haver comunhão com Deus se estamos amando de fato
e verdade nossos irmãos em Cristo, caso contrário todo nosso serviço cristão
será apenas expressão religiosa destituída da espiritualidade que agrada ao
SENHOR.
II – AQUELE QUE CONFIA NO AMOR DE DEUS NÃO TEM NADA A
TEMER, V. 17-21.
Nós amamos porque ele nos amou primeiro.
Se alguém afirmar: "Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão. (1 Jo 4.17-21)
Amar
os nossos irmãos nos dá segurança, v. 17. O
amor de Deus (o ágape) em nós se aperfeiçoa. A expressão não é que Deus passa
amar mais gradativamente, sim que nós crescemos nessa capacidade de amar à
semelhança de como Deus nos ama. E se amamos com amor desmedido, desinteressado,
gracioso (com amor ágape), então não há temor da morte e nem do que vem após a
morte.
O cristão não pode ter medo do seu
encontro com o SENHOR, do julgamento pelo
qual passará. Há um texto profético em Apocalipse 6.15-17 que demonstra um
quadro aterrador, os ímpios diante da justiça divina apavorados; nada disso se aplicará
aos salvos. Além do testemunho interior do Espírito Santo em nossos corações
podemos saber que não necessitamos ter esse medo porque amamos a Deus e aos nossos
irmãos!
No
v. 18 o apóstolo contrasta o medo produzido pela incerteza da eternidade com a
segurança de quem vive sendo aperfeiçoado no amor de Deus.
Quem
ama a Deus não tem medo de Deus! O que temos é temor, evitamos o mal por
reverência ao SENHOR. Podemos ter receio de sua justiça manifestar-se caso não
nos arrependamos, e isso não é por pavor. Sabemos que nos relacionamos com um
Deus que nos ama e é cheio de graça e misericórdia.
Quem
verdadeiramente ama a Deus também amará o seu irmão, v. 19-21. No v. 19 ele deixa claro que isso é possível porque Ele
nos amou primeiro. Sendo assim a resposta ao seu amor não poderia ser outra.
O
amor a Deus como reconhecimento profundo de todas as bênçãos espirituais que
Ele nos concedeu é algo transformador na nossa relação horizontal. Paulo, ao
falar do seu amor para igreja, chega a dizer que se sentia constrangido por
conta do amor de Cristo (5 Co 5.14), ou seja, como poderia ser diferente sendo
tão amado pelo Senhor?
Como
conseqüência lógica a ausência de amor aos irmãos é indicativo de falta de amor
a Deus, v.20-21. Somos altamente influenciados pelos sentidos, é mais fácil
nutrirmos sentimento pelo o que vemos, notamos, alcançamos por meios dos nossos
sentidos. Desse modo não é verdadeira a afirmação de quem diz amar a Deus, ma
vive em “pé de guerra” com os irmãos, prejudicando os irmãos, se aproveitando
dos irmãos, etc.
Por
fim ele conclui sua argumentação lembrando que amar é uma ordem de Cristo: “[...]
Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mt .39).
Conclusão
1. Pelo poder do
Espírito Santo todas as virtudes divinas devem estar refletidas em nós.
2. E quem não vive em
Cristo, vive o verdadeiro amor?
Sim, o ímpio também
consegue e vivenciar o amor real por duas razões: há neles a imago Dei e por conta da graça comum de Deus.
3. Devemos amar uns
aos outros. O amor a Deus e aos irmãos são inseparáveis.
O amor é uma prática que
não nos permite agir de modo inconveniente, não nos deixa ser dominado pela ira
contra nossos irmãos, nos leva a ser benignos, etc – 1 Co 13.
4. Amar nossos irmãos
significa nos doar a eles à semelhança de Deus que nos amou sendo nós ainda
pecadores: “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso
favor quando ainda éramos pecadores (Rm 5.8).
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