ROMANOS 8.1-17




O ESPÍRITO QUE EM VÓS HABITA...

I – O ESPÍRITO SANTO PRODUZ LIBERTAÇÃO, 2 -4.
          1. Libertando-nos das exigências da Lei, v. 2.
          Paulo faz uma referência a Lei de Deus conforme expressa no A. T. Esta Lei revela, provoca e condena o pecado (7.7-9). Ela na realidade é santa, mas ao mesmo tempo ela se tornava opressora, pois não podiam obedecer-lhe plenamente. O apóstolo então declara que essa Lei que oprimia o homem com a exigência de uma observância perfeita, que apenas estava a expor seus pecados, agora dela ele encontra-se livre, pois se encontra em outra dispensação, a do Espírito.
          Falar da Lei do A. T. nos faz lembrar do esforço humano para obedecer a Deus e sua incapacidade de obter êxito nesse esforço. Um outro texto onde também Paulo nos fala sobre o ministério do Espírito afirma que: “...onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Co 3.17). O Espírito de Deus é que pode lhe dar condições de obedecer a Deus de forma que lhe agrade.

          2. Concedendo-nos a liberdade por meio do Filho, 3 e 4; Ez 36.26 s.
          Diante do quadro da fraqueza humana, que não tem condições de serem aceitos por Deus, Ele mesmo toma providência:
a) Ele enviou seu Filho.
b) E este ato implicou na encarnação deste.
c) “como oferta pelo pecado”.
d) “... condenou o pecado na carne.”
e) Agora então, as exigências da Lei foram satisfeitas naqueles que vivem segundo o Espírito. Há aqui uma referência à justificação.
          O Espírito então produz liberdade aplicando a obra de Cristo no coração do pecador.

II – O ESPÍRITO FAZ COM QUE NOS VOLTEMOS PARA DEUS, 5-8.
          1. Sem o Espírito o homem vive inclinado para a carne, v. 5.
          Refere-se aqui à nossa natureza básica, seja como cristãos ou não-cristãos.

          2. A inclinação então tem a ver com a atitude em relação a Deus, 7 e 8.
          Em contraste com a mente regenerada, que no íntimo tem prazer na lei de Deus (7.22), a mente não regenerada não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo (7). São inimigos de Deus.

          3. A nossa inclinação tem conseqüências eternas, v. 6.
          A inclinação de que é dominado pela carne já é voltada para a morte espiritual e conduz inevitavelmente à morte eterna, pois ela aliena tais pessoas de Deus, impossibilitando a comunhão com Ele.
          A inclinação de quem é dominado pelo Espírito é bem descrito pelos salmistas:
“Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma.” (Sl 42.1)
“Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.” (Sl 63.1)
          Paz com Deus (Rm 5.1) e paz com o próximo (12.15).

III – O ESPÍRITO SANTO HABITA NOS SALVOS, 9-15; Jo 14.17; 1 Co 6.19.
          “... o Espírito de verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” (Jo 14.17)
          “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Co 6.19)

          1. Como conseqüência produz vida, v.10.
          Os vv. 10 e 11 dizem que no caso daqueles que têm a habitação do Espírito tem vida por causa da justiça de Cristo. Esta vida espiritual é a vida abundante anunciada por Cristo em Jo 10.10, vida baseada na justiça de Cristo.
          Mas o v. 10 também diz que o nosso corpo estar morto. Há aqui uma referência à nossa mortalidade. O Dr. Lloyde-Jones, pastor e médico, comenta este versículo: “No momento em que entramos neste mundo e começamos a viver, começamos também a morrer. Seu primeiro fôlego é um dos últimos suspiros que você jamais dará! ... o princípio da decomposição, que leva à morte, encontra-se em cada um de nós.”

          2. Como consequência nos torna devedores, v. 12.
          Esta dívida é a dívida da obediência. E no v. 13 nós vemos a referência ao tema da mortificação do corpo (ou da carne). O apóstolo então esclarece três verdades acerca da mortificação:
          a) O que é mortificação.
          Não é masoquismo nem ascetismo (rejeitar e negar o fato de que sem tem um corpo e apetites corporais naturais). É o reconhecimento claro e consciente do mal como mal e um repúdio radical a ele. É o que está expresse em Gl 5.24 como “crucificar a carne com as paixões e desejos”; e é o que Jesus disse em Mc 8.34: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.
          b) Como se dá a mortificação.
          Só o Espírito pode fazer morrer os atos do corpo, porém a responsabilidade humana também é ressaltada. Nós temos de tomar a iniciativa, nós temos de querer a libertação do pecado, nós temos que lutar. Ou vamos nos conformar com algum pecado de estimação, do qual nunca nos libertamos?
          É necessário então que estejamos voltando nossas mentes para o que é edificante: Cl 3.1s; Fp 4.8.
          c) por que devemos praticar a mortificação?
          Porque somos devedores para com o Espírito de vida que habita em nós.
          E para desfrutarmos de forma mais intensa uma vida abundante, rica e realizadora
          No v. 13 ele não estar entrando em contradição com Rm 6.23, que diz que a vida eterna é um dom gratuito de Deus. Ele também não estar falando da vida por vir, mas da nossa qualidade de vida com Cristo aqui e agora.

IV – O ESPÍRITO SANTO TESTEMUNHA NOS SALVOS, V. 14-17.
          1. Produzindo santidade, v. 14.
          Somos guiados pelo Espírito Santo.

          2. Concedendo-nos convicção filial, v. 15 e 16.
          O texto é claro, somente quem está em Cristo é filho de Deus por adoção, e somente estes têm esta convicção.

          3. Tornando-nos co-herdeiros, v. 17; Sl 73.25s.
          Deus mesmo é a nossa herança. Nossa vida em comunhão com Ele é o maior bem que poderíamos herdar.

CONCLUSÃO: O ministério do Espírito é sublime.
                           “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.” (Ef 4.30)

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