Rm 12.1-2


CRENTES NÃO CONFORMADOS EM OFERTA A DEUS


INTRODUÇÃO: O apelo do apóstolo Paulo é baseado nas misericórdias divinas porque ele sabe que ao pensarmos o quanto o Senhor tem sido misericordioso para conosco, nos sentiremos constrangidos a buscar vivermos uma vida em santidade.

Para termos um relacionamento transformador e que se renova a cada dia é necessário:


I – NÃO NOS CONFORMARMOS COM ESTE MUNDO.
          1. Mesmo havendo pressão para tal.
          Vivemos em dias nos quais a igreja sente-se fortemente tentada a condicionar-se aos padrões mundanos de nossa época. Todos somos constantemente tentados a baixar nossos padrões morais. Em nosso país aquilo que a sociedade considera como “normal” acaba de algum modo influenciando a muitos crentes. A realidade é que muitos que professam a Bíblia como sua única regra de fé e prática se conformam com os padrões mundanos de vida. Desse modo há muitos que agem desonestamente em seus negócios, comprando e não pagando, faltando com a palavra. Muitos que mentem com grande naturalidade, afinal a mentira para muitos em nossos dias é sinônimo de sociabilidade, para os jovens é ser “descolado”. Infelizmente não são poucos que optam pela vingança diante de uma ofensa sofrida. Há uma pressão da mídia para que você seja hipócrita e que se acovarde a não anunciar aquilo em que você crer, para afinal, ser politicamente correto. Evidentemente o mundo são trevas e nos pressiona para nos acomodarmos a elas. Mas Jesus diz que somos luz, e luz é para brilhar, ou seja, influenciar aqueles que estão em contato conosco (Mt 5.14-16).
          Não poderemos de fato viver em comunhão com o Senhor se estivermos nos conformando com o mundo. A Bíblia é clara quanto a isso, e às vezes nos esquecemos de textos contundentes como 1 Jo 2.15-16: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar ao mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.”

          2. O mundo é nosso inimigo. Jo 17.14; 1 Jo 3.13.
“Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou.”
“Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia.”

          Não pode haver comunhão das trevas com luz, portanto, há um antagonismo, e consequentemente uma oposição. Mas isto só é real se verdadeiramente estivermos vivendo a pureza do evangelho.
          A inimizade do mundo não implica inimizade das pessoas que nos cercam e que não tem a Cristo em suas vidas. Pelo contrário, implica um reconhecimento delas de que nossas práticas e nossa moralidade estão em oposição àquilo que é considerado como normal e comum no mundo. E, portanto, nossa presença deve ser constrangedora, deve levar as pessoas a refletirem sobre suas atitudes. Como as pessoas se sentem quando estão perto de você? Reconhecem que o seu procedimento é diferente e portanto respeitam a sua presença? Sentem-se constrangidos em utilizar de palavras obscenas em sua presença? Ou estão vendo você como igual a eles em suas práticas?
          Lembre-se: é você que deve exercer influência sobre eles, não eles sobre você.

Além de não estarmos em conformidade com o mundo é necessário que haja constante renovação em nossas vidas.


II – NOS RENOVARMOS CONSTANTEMENTE.
          1. Vivendo uma ética antiga, mas renovadora.
          Para muitos em nossos dias os conceitos cristãos são considerados como ultrapassados. Para outros devem ser modificados, pois afinal não produzem às vezes os resultados por eles almejados. Mas os conceitos bíblicos não podem ser negociados, o pecado tem que ser tratado como pecado, o roubo tem que ser tratado como roubo, o adultério tem que ser tratado como adultério, a mentira tem que ser tratada como mentira, não podemos de modo algum suavizar a gravidade de nossos pecados com o intuito de sermos agradáveis a alguns. A Palavra de Deus nos diz que devemos ser transformados pela renovação da nossa mente, e isso não pode ser possível se não encararmos o pecado de forma séria.
          A transformação da nossa mente se dá pela ação do Espírito Santo aplicando a nós a Palavra de Deus nos levando consequentemente à maturidade espiritual, ao entendimento correto da vontade de Deus para nós. Como os crentes podem ter suas mente transformadas se muitos não atentam mais para a Palavra, se dela não fazem caso? Apeguemos-nos constantemente à Palavra de Deus para que possamos ter verdadeira comunhão com o Senhor.

          2. Conhecendo a excelência da vontade de Deus.
          Evidentemente a vontade do Senhor sempre é boa, perfeita e agradável. Porém, nem sempre estaremos considerando dessa forma. Considerarmos a vontade de Deus como sendo boa, agradável e perfeita para nós significa reconhecermos de coração que tudo quanto Ele faz em nossas vidas está presente a sua bondade e seu amor para conosco, e que Ele sabe como agir para o nosso bem, ainda que às vezes não compreendamos de fato as suas ações. É o que Paulo tenta nos ensinar por meio de Rm 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

Mas afinal temos além de tudo isso nos oferecer em sacrifício a Deus.


III – NOS OFERECERMOS EM SACRIFÍCIO VIVO.
          1. Nosso corpo como sacrifício a Deus.
          Há uma tradução bíblica que omite a palavra “corpo”, ela está incorreta, pois o apóstolo Paulo realmente estava se referindo ao nosso corpo físico.
          Algumas pessoas partindo para um extremismo já chegaram a afirmar que Deus não quer o corpo, mas apenas o coração. Tal afirmação é irresponsável e não está plenamente correta. Devemos sim oferecer a Deus os nossos corpos em sacrifício, como o apóstolo Paulo utilizando uma linguagem do Antigo Testamento nos diz.
  

          É a mordomia cristã do corpo em todos os seus aspectos:
a) o aspecto da saúde.
          Significa que temos o dever perante Deus de cuidar de nosso corpo, cuidar de nossa saúde física, o contrário constitui-se pecado. Devemos glorificar a Deus por meio de nosso corpo. É o que nos diz 1 Co 6.20.

b) o aspecto da simplicidade.
          Simplicidade não significa relaxamento, mas ausência de extravagância. Se devemos glorificar a Deus em nosso corpo, fica então evidentemente claro que o que fizermos com nosso corpo deve estar sujeito a este princípio. Vivemos em uma época de culto ao corpo pela exigência social da beleza a todo custo, o uso inconseqüente de piercing e tatuagens. Os jovens são os mais tentados a conformar-se às práticas de uso do corpo que não glorificam o Senhor. O jovem cristão deve buscar um equilíbrio e não se acomodar aos padrões mundanos

c) o aspecto da sexualidade.
          Todo o ensinamento sobre como servirmos a Deus por meio do corpo baseia-se no fato de que somos santuário de Deus: “Acaso, não sabeis que vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? (1 Co 6.19).         
          Oferecer o nosso corpo em sacrifício vivo a Deus implica pureza na sexualidade. O texto de 1 Co 6.12-20 nos fala o quanto ofendemos ao Senhor se estivermos nos conformando a práticas mundanas no que diz respeito ao sexo. Infelizmente vivemos dias nos quais o comportamento de muitos cristãos está semelhante àqueles que não tem a Cristo. Infelizmente, adultério, o “ficar” dos jovens e outros males mundanos atingem a igreja em nossos dias. Mas aquele que de fato quer oferecer a Deus o seu corpo em sacrifício vivo fugirá dessas coisas.

          2. Oferecendo um culto racional.
          Não se trata aqui de legalismo. Não podemos jamais imaginar que aparência seja sinônimo de santidade. O que o apóstolo está falando é de cultuarmos a Deus de modo planejado pelo uso correto de nossos corpos.


CONCLUSÃO: A vontade de Deus deve marcar todos os nossos relacionamentos: Com Deus (12.1-2), com nós mesmo (12.3-8), uns com os outros (12.9-16), com os inimigos (12.17-21), com o estado (13.11-14), com os membros mais fracos da igreja (14.1-15).




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